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Expectativa da proteína animal em 2020

No Brasil, produção de proteína animal deve continuar em alta e a carne nacional continuará valorizada. Essa tendência do mercado nacional já era observada no fim do ano de 2019.

São muitos os fatores que contribuem para que os produtores estejam otimistas em relação ao setor. Entre eles, podemos mencionar o aumento das exportações, especialmente para a China, que sofre com a peste suína.

Com o intuito de falar mais sobre o assunto, indicamos o que é possível esperar do mercado de carnes e como o Brasil pode ser um dos grandes fornecedores no ano de 2020. Confira na leitura para saber mais!

O que esperar da proteína animal em 2020: 1# – o aumento das exportações

Conforme já mencionamos, as exportações devem impulsionar a produção de carnes no Brasil.

É provável que o Brasil seja um dos principais fornecedores de carne do mercado mundial.

Para que se tenha uma ideia, a estimativa é que o país forneça 44,5% de toda a carne produzida para consumo.

Esse dado foi fornecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o qual também fez prognósticos sobre a participação de cada um dos tipos de carne no mercado.

De acordo com os números da pesquisa, podemos ter o seguinte cenário para 2020:

  • Vendas de carne bovina: 30,3%;
  • Vendas de carne suína: 14,2%;
  • Vendas de carne de frango: 48,1%.

Isso significa dizer que o Brasil continuará a ser o principal exportador de carnes de frango e de boi.

O que esperar da proteína animal em 2020: 2# – as oportunidades abertas pelos incêndios na Austrália

Há ainda outro fator que pode contribuir para o protagonismo brasileiro no fornecimento de carnes para outras partes do mundo.

Estamos falando dos incêndios que atingiram algumas regiões produtoras da Austrália, o sétimo maior produtor de carne mundial.

De fato, os incêndios chegaram a atingir mais de 110 mil quilômetros quadrados de área.

Pesquisadores da Universidade de Sydney apontam que pelo menos 1 bilhão de animais destinados à produção de carne podem ter morrido nos incêndios.

Para que se tenha uma ideia do tamanho do impacto, cerca de 20% de todas cabeças de gado do país se encontram em áreas atingidas pelo fogo.

Além disso, o desastre atingiu também os criadores de ovelhas, que chegaram a perder cerca de 1,7 milhões de animais. Aliás, a Austrália é o maior exportador de carne ovina.

Com esses incêndios, é possível que o Brasil consiga ter vantagens sobre a Austrália no mercado indonésio, onde os dois países são concorrentes.

O que esperar da proteína animal em 2020: 3# – aumento do consumo interno

Os produtores de carnes podem esperar também um aumento do consumo interno de carne, impulsionado pelas medidas econômicas postas em prática pelo Governo.

Essas medidas têm como objetivo principal propiciar o aumento do consumo das famílias. Esse fator tende a fazer com que o brasileiro volte a comprar mais carne.

O valor que se paga pela carne brasileira ficará estagnado, embora continue tão alto quanto o preço praticado em 2019, devido à inflação.

Em 2020, no entanto, o aumento do poder de consumo tende compensar a elevação dos preços ocorrida no ano passado.

Ademais, a demanda chinesa por carne brasileira tende a diminuir, o que pode aumentar a oferta de carne e, por consequência, diminuir o preço do produto no mercado interno.

Essa baixa nos preços já começa a ocorrer, haja vista que os preços no comércio varejista já registram baixas de até 0,7%.

Proteína animal: expectativas de mais exportações mais consumo

Assim, podemos concluir que o cenário para os produtores de carne brasileiros é bastante otimista, visto que é provável que as exportações tenham um bom ritmo e que o consumo interno aumente.

Nesse momento, é possível também que o Brasil assuma a frente de vários mercados de proteína animal, haja vista alguns contextos serem muito favoráveis, como o indonésio.

Quais as suas expectativas para a produção de carnes no ano de 2020? Comente!

 

 

 

 

 

 

 

 

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